Dia desses estava me olhando no espelho e me perguntando de onde vem o meu nariz, minhas mãos, meus dentes, minhas pernas... Na verdade eu estava perdida nos meus traços: olhos do meu pai, nariz de minha avó, boca da minha tia e dentes iguais de meu tio-avô. Meu corpo parece com o da minha outra tia, mas meus seios são como os da minha mãe. Tudo isso graças a um fenômeno durante a divisão celular chamado crossing over, no qual os genes de meus pais foram ‘sorteados’ e me fizeram assim. Quanto mais eu estudo, mais tenho certeza de que Deus é maravilhoso e um excelente projetista. Tudo em nós encaixa tão perfeitamente e nós nos encaixamos tão perfeitamente nos outros que eu acredito que o maior absurdo que existe é alguém dizer que todos nós não fomos planejados. Acho que quem pensa assim nunca parou pra pensar no quanto somos elaborados, mesmo em pequenas atitudes, como num abraço, por exemplo. Ao mesmo tempo encaixamos o nosso corpo no corpo de outra pessoa, sentimos o seu cheiro, ouvimos sua voz, tateamos suas roupas, damos carinho e recebemos carinho e enxergamos o céu ou o horizonte. Isso significa que em um abraço de cinco segundos usamos os sistemas límbico, somatossensorial, motor, vestíbulo-coclear, visual e o sentido químico do olfato. Não sei se pra você é, mas pra mim isso é mais do que uma prova do quanto somos maravilhosos e mais ainda o nosso Deus, que nos fez dotados de sentimentos tão nobres como o amor e a fé. Isso é a resposta às minhas perguntas feitas em frente ao espelho.
Minhas fotos em frente ao espelho...
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