quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"Quem vê as risadas que eu dou não sabe os remédios que eu tomo" (Meu Psycho)

Bom, devo dizer que me divirto com a minha própria depressão... é uma graça cara! Eu nunca consigo dizer o que eu quero dizer, maltrato as pessoas que amo e sou servil com os que me odeiam. O estranho é que eu deixei de ter esse comportamento há, pelo menos, umas duas semanas. Agora sou servil com os que amo e maltrato os que me odeiam, o que é engraçado, porque ainda não tá normal. Afinal, eu deveria ser legal com os que amo e ignorar os que me odeiam. A esse auto-ajuste chamo de deprê show. Porque até eu chegar ao meu melhor, no meu pleno equilíbrio, existem vários momentos deprê, alternados com momentos claros de euforia, nos quais eu danço, pulo e me mostro como uma verdadeira louca. =D E esse processo de crescimento tá sendo divertidíssimo. Exemplo: Eu tenho um amigo gente boa, se é que posso chamá-lo de amigo, pois não o visito há meses. Porém, devo reafirmar, ele é muito legal. Mas eu, na minha loucura, queria mais era que ele sumisse. Agora, diz-que boa da cabeça, eu quero que ele fique perto de mim e me faça companhia. O que eu fiz? Em plena terça-feira, às três da tarde, ligo pro menino: “Só queria saber como você tava...” com a mais melíflua voz de moça centrada e normal. Seria perfeito, não fosse o meu irmão (uma versão ariana de mim) passar por mim e gritar: “Tá afim de ti!” Quando desliguei o telefone, ri tanto... nem briguei com o Drico. Eu ali, uma lady, e meu irmão me lembra de como eu era. Realmente, eu tenho que acabar com logo com a fase deprê-show e voltar à minha essência louca. Claro, com moderação. =D
P.S.: Vale dizer que meu psycho é muito gente boa e que cada vez que eu o vejo me sinto mais feliz. Sou fã dele. *-*

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Eu e minhas doenças crônicas.

Como se não fosse suficiente ter anemia, transtorno de humor bipolar e depressão, estou aqui, de volta do gineco, pensando que, até eu ter dinheiro pra ter um filho, estarei estéril. Sei lá, é meio chato porque eu só amei uma vez na vida, logo só tive vontade de ter um filho uma vez na vida. Lutei tanto pra me livrar desse sentimento que agora não sei o que fazer com essa tal liberdade. É uma sensação esquisitíssima. Não estar apaixonada por ninguém é diferente de estar simplesmente solteira. Ao mesmo tempo que te faz falta aquele sentimento você fica feliz por não sentí-lo. E assim mesmo eu estou, diarinho. Que bom que eu ainda estou viva e ainda não aconteceu nada com o meu cérebro (minha inteligência está intacta). Então, depois de comer dois pacotes de biscoitos, decidi que vou meter a cara nos livros, na faculdade, na medicina, na palhaçoterapia... vou atrás das minhas outras coisas. Ah, consegui entrar no grupo de Epilepsia, fazer a segunda chamada de Neuro e de Farmaco. A vida se encarrega de distribuir as coisas boas e a ruins. Além do mais, a esterilidade é possível, não uma certeza. Qualquer coisa depois alugo uma barriga.