quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Eu e minhas doenças crônicas.

Como se não fosse suficiente ter anemia, transtorno de humor bipolar e depressão, estou aqui, de volta do gineco, pensando que, até eu ter dinheiro pra ter um filho, estarei estéril. Sei lá, é meio chato porque eu só amei uma vez na vida, logo só tive vontade de ter um filho uma vez na vida. Lutei tanto pra me livrar desse sentimento que agora não sei o que fazer com essa tal liberdade. É uma sensação esquisitíssima. Não estar apaixonada por ninguém é diferente de estar simplesmente solteira. Ao mesmo tempo que te faz falta aquele sentimento você fica feliz por não sentí-lo. E assim mesmo eu estou, diarinho. Que bom que eu ainda estou viva e ainda não aconteceu nada com o meu cérebro (minha inteligência está intacta). Então, depois de comer dois pacotes de biscoitos, decidi que vou meter a cara nos livros, na faculdade, na medicina, na palhaçoterapia... vou atrás das minhas outras coisas. Ah, consegui entrar no grupo de Epilepsia, fazer a segunda chamada de Neuro e de Farmaco. A vida se encarrega de distribuir as coisas boas e a ruins. Além do mais, a esterilidade é possível, não uma certeza. Qualquer coisa depois alugo uma barriga.