quarta-feira, 13 de abril de 2011

Aquilo que dói no coração.

Hoje venho falar de um assunto que dói. Em pleno dia do Beijo, me lembrei de quando flagrei meu ex beijando uma sei-lá-quem. Isso já tem mais de dois anos, mas o trauma rendeu o suficiente pra me deixar solteira até hoje. Então se você talvez esteja curtindo as fases tristes pós-chifre/término de namoro, casamento, etc. aqui vão algumas dicas:

Fase 1: Aceitação ou Etílica, também chamada Evanescêntica.

Se o chifre é recente, é bem capaz de você ainda estar bebendo cachaça ou absinto e ouvindo Maysa, Evanescence, Dalva de Oliveira, Lenine, Falo, Radiohead ou mesmo um Coldplay, se o chifre foi leve. Nesse caso o melhor, acredite, é ficar sóbrio. Você tem que compreender o que está acontecendo. Beber ou se enfiar na fossa só vai adiar a compreensão, e por sua vez, a fase de cura.

Fase 2: Expansiva, festeira, onívora e também chamada desespero.


Essa é pior. Sabe doente que pensa que já sarou e sai correndo da cama e cai na porta do quarto? É mais ou menos isso, você pensa que já esqueceu, que tá tudo ok, que você está na pista. Aí você vai pruma festa qualquer e fica com qq um e pensa que isso é crescer. Geralmente seu ex está lá e você volta pra casa em frangalhos.


Fase 3: Manicomial ou de recolhimento

É a fase em que você fica na sua. Mesmo. De molho. E aí as coisas começam a parecer menos estranhas do que antes. Você começa a se redescobrir. E se curtir, sem ninguém pra atrapalhar. E aí começa a ser legal estar sem ninguém. E a sua companhia se torna a melhor do mundo. E você não fica, claro, rindo pelos cotovelos. Mas você fica com uma carinha de contente que todo mundo saca. Até aqui você jura que vai morrer solteira(o), que não quer filhos, que vai passar a ficar sempre um pouco só... até que

Fase 4: Restart.


Até que você decide voltar a sair, a aceitar programas simples como um cineminha com um(a) amiga(o) ou então jogar UNO com seus colegas de sala, ou então uma boa conversa com alguém da sua família ouvindo Katy Perry... E no meio desses convites, você encontrará alguém muito especial, mesmo. Que vai gostar da sua companhia, e de você do jeito que você está. Daí você vai voltar a sentir borboletinhas no estômago e tals, tudo de novo...


Você pode ser fashion apesar de um chifre.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Eu podia...

tar matando, eu podia tar roubando... quem nunca ouviu isso? A verdade é que a gente sempre reclama da nossa situação, do nosso emprego, da nossa vida... Às vezes, essa insatisfação vem de não darmos o devido valor ao que temos. Queremos a mãe da melhor amiga, o pai da patricinha, o irmão nerd do colega de sala... E a nossa família? E os nossos irmãos? Queríamos mesmo ter parentes tão inteligentes assim? Alguém aqui sabe o peso que é ter uma mãe com um corpo perfeito, a despeito dos 30 anos a mais do que você? Ou então sabe o que é passar o dia sozinho com milhares de eletroeletrônicos, enquanto quem devia CUIDAR de você está JUNTANDO DINHEIRO 'pra você'? Alguém sabe o que é um pai controlador e que não confia em você, que te deixa na porta da escola só pra saber se você foi mesmo à escola? Então, sua família não pareceu maravilhosa agora? Segredinho: quando aquele seu irmão mala estiver te enchendo a paciência, diga para si: "Eu podia ser sequelado por não ter um irmão, eu podia não saber fazer um miojo por não ter um irmão, eu podia não ter ninguém pra me incentivar a ter autocontrole..."
Então, estamos ok? Ainda não acredita em mim? Tá bom, taí um videozinho pra te incentivar. Não reclama depois.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Aêêê... Tamos de volta.


Mil desculpas pessoal, mas eu tava muito ocupada em resolver de vez a minha vida e só voltar aqui quando tivesse boas notícias pra contar. E aí está o que garimpei:
*Estou fazendo o terceiro semestre. Isso é muito para uma fora de bloco por excelência como eu.
*Voltei a comentar nas reuniões. Pra quem passou 10 meses 'calada na congregação', isso é muito.
*Minhas unhas cresceram. Pra quem é viciada em roer, isso é muito.
*Não me apaixono há um ano. Pra quem queria morrer de amor, isso é muito.
*Há um ano não bato em ninguém. Pra quem é bipolar, isso é muito.
*Consegui muitas amigas. Pra quem era antissocial, isso é muito.
*Tenho assistido a três dias de aula por semana. Pra quem faltava todas, isso é muito.
*Tenho acordado às sete da manhã. Pra quem dormia até meio dia, isso é muito.
*Comprei canetas coloridas. Pra quem era fanática por preto-e-branco, isso é muito.
*Assisti toda a primeira temporada de Rebelde. Pra quem se recusava a entender os adolescentes, isso é muito.
*Tenho mantido a minha casa, o meu quarto e as minhas roupas limpos. Pra quem não se cuidava nem um pouquinho, isso é muito.
*Tenho entendido as muitas formas de se ser feliz. E pra quem gostava de sofrer, isso é muito.

Sendo assim, queridos, estou declaradamente de volta. A todos os departamentos da minha vida. Em breve voltarei com novas histórias.