segunda-feira, 18 de outubro de 2010

"Não é por acaso que confiamos tanto em você". (AMB)

Às vezes ficava pensando quando isso ia acabar. Depois de ler um daqueles livrões de medicina e conversar com um médico que tem 50 anos de profissão, cheguei à certeza de que eternamente terei de estudar. Pelo menos se eu quiser exercer minha linda profissão de médica. Estou escrevendo sobre medicina hoje (a propósito, me recuso a dissertar sobre medicina fora da faculdade) porque 18 de Outubro é o Dia do Médico. Dia reservado às nossas lamúrias e declarações arrogantes por meio das quais nos convencemos de que não somos tão mortais assim, ou então de que é por um motivo nobre que nos matamos estudando para continuar lembrando, mesmo depois de anos de clínica, onde está o hipotálamo. Devo dizer que faz parte da vida de quase todo médico acordar cedo se maldizendo, comer apressadamente, estudar além do limite que seus bytes de memória podem suportar, ler no ônibus, passar hidratante na sala de aula, ficar acordado por dias a fio... E acho que por todos esses motivos essas pessoas que se dedicam à arte de curar e ao sacerdócio médico merecem este dia, porque além de tudo somos também filhos, maridos, esposas, mães, namorados e namoradas, donos de animais de estimação, patricinhas, pin-ups, lolitas, peruas, maria-mijonas, cafajestes, nerds... temos uma vida cheia de muitas coisas pra fazer, ler, curtir, viver, e ainda temos a mulher que provoca ciúmes na mais controlada esposa de cirurgião: a Medicina. Resumindo: vivemos intensamente e estudamos pacas. Não é à toa que a Associação Médica Brasileira escolheu a frase acima pra homenagear os médicos deste Brasil-sil-sil. Parabéns a todos os médicos hoje. Peço desculpas aos leitores que não tem a ver com a área da saúde. Prometo que farei isso só uma vez por ano. =D